Medo - Sávio Pinheiro

O medo é um temor que eu temo tanto,
O qual me dá terror quando há tormento,
E usando o meu mais triste sentimento
Conduzo o meu cantar a um triste canto.

Sentindo uma agonia, eu me levanto
Com medo de viver um vão momento,
E vendo o meu pavor soprar ao vento
Eu colho uma aflição da qual me espanto.

Da morte, que é fatal, não sinto medo!
Nem mesmo, ela chegando bem mais cedo,
Pois vejo, o fim da vida, algo banal.

Porém, da dor insana, mais frequente!
Eu sinto um medo forte, internamente,
Um medo quase fora do normal.

Comentários

  1. Do medo não tenho medo
    Pois o medo dá azar
    Temo o que faz o medo,
    Um medo de me pelar;

    A morte, o que é a morte?
    Uma transição entre dois mundos
    De tal forma que todos temos a sorte
    De trocar um pelo outro em segundos;

    A dor, Essa intimida qualquer sujeito;
    Faz vibrar mais forte o coração no peito
    Tens razão nobre poeta, é dor insana;

    Nos faz tremer nas previsões mais tétricas
    Nos conduz a pensamentos até proféticos
    Invadindo-nos, comete sacrilégio e nos profana.

    Vicente Almeida

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