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SE ENTRE NÓS ESTIVESSE HOJE FARIA 86 ANOS - LINDOMAR CASTILHO.
Lindomar
Castilho, nome artístico de Lindomar Cabral nascido em Rio Verde, Goiás em 21
de janeiro de 1940, foi um cantor, compositor e instrumentista brasileiro.
Sua
entrada na música se deu através do convite feito pelo diretor musical da
gravadora Copacabana, Diogo Mulero, que em uma reunião na casa do compositor e
escritor Bariani Ortêncio ouviu Lindomar cantar. Mulero o convidou para gravar
um disco e sugeriu que ele usasse como nome artístico Lindomar Castilho.
No
final de 1962 Lindomar gravou seu primeiro álbum, intitulado Canções Que Não Se
Esquecem.
O
cantor logo construiu uma carreira sólida, cantando boleros e sambas-canções
românticos, se tornando um dos maiores vendedores de disco no Brasil da década
de 1970. Seus discos chegaram a ser lançados simultaneamente no Brasil e nos
Estados Unidos.
O
último CD gravado pelo cantor foi Lindomar Castilho Ao Vivo, lançado pela Sony
Music no ano 2000, no auge dos fenômenos musicais do brega e forró.
Após
ter-se retirado da vida musical, Lindomar vivia sozinho em Goiás. Morreu em 20
de dezembro de 2025. Segundo a família, causa da morte foi uma infecção
pulmonar após ficar um mês internado em um hospital de Goiânia.
A
trajetória de Lindomar Castilho nos ensina que o ser humano é um emaranhado de
contradições. Por um lado, o brilho ofuscante de um ídolo nacional, um homem
que vendeu milhões de discos e elevou o bolero ao status de hino popular. Por
outro, a marca indelével de uma tragédia pessoal que chocou o país nos anos 80
e mudou o curso de sua história para sempre. A vida de Lindomar foi um espelho
da dualidade humana — onde o talento artístico e o erro fatal caminharam lado a
lado.
Falar
de Lindomar é falar de uma carreira partida ao meio, de um homem que viveu o
"céu" do sucesso e o "inferno" das consequências de seus
atos. Sua história nos convida a refletir sobre como nossas escolhas podem
eclipsar até os maiores dons. Ele passou as últimas décadas longe das câmeras,
em um retiro voluntário que parecia uma longa conversa com o passado. Hoje, ao
olharmos para seu legado, vemos a importância de entender o artista sem
esquecer o homem, em toda a sua luz e toda a sua sombra.
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