TERCEIRA GUERRA MUNDIAL: OS ALERTAS QUE O MUNDO ESTÁ DANDO. CAP IV


 

Segundo John Simpson Role, editor de assuntos internacionais da BBC News, mesmo diante do sofrimento atroz no Oriente Médio, pode soar estranho dizer que a guerra na Ucrânia está em um patamar completamente diferente. Mas está.
 
À exceção da Guerra Fria (1947–1991), a maioria dos conflitos que cobriu como jornalista ao longo dos anos foi de menor escala: violentos e perigosos, sem dúvida, mas não graves o bastante para ameaçar a paz mundial. Alguns, como a Guerra do Vietnã (1955-1975), a Primeira Guerra do Golfo (1990–1991) e a Guerra do Kosovo (1998–1999), chegaram, em determinados momentos, a parecer à beira de algo muito pior, mas nunca ultrapassaram esse limite.
 
As grandes potências eram cautelosas demais diante do risco de que uma guerra convencional e localizada pudesse se transformar em um conflito nuclear.
 
"Não vou iniciar a Terceira Guerra Mundial por causa de vocês", teria gritado ao rádio o general britânico Sir Mike Jackson, em 1999, no Kosovo, quando um superior da Otan ordenou que forças britânicas e francesas tomassem um aeroporto em Pristina (capital do Kosovo) depois que tropas russas haviam chegado primeiro.
 
Já neste ano 2026, a Rússia, percebendo a aparente falta de interesse de Trump pela Europa, parece disposta a avançar em busca de uma dominância muito maior.
 
No início do mês passado (02/12), Putin afirmou que a Rússia não planeja entrar em guerra com a Europa, mas disse estar pronta "agora mesmo" caso os europeus queiram.
 
Em um evento televisionado posterior, declarou: "Não haverá operações se vocês nos tratarem com respeito, se respeitarem nossos interesses, assim como sempre tentamos respeitar os de vocês".
 
Outro fator que pode corroborar para um possível conflito mundial, é a Rússia, além de ter provocado um elevado número de mortes entre civis e militares. A Ucrânia acusa Moscou de ter seqüestrado ao menos 20 mil crianças. O Tribunal Penal Internacional (ICC, na sigla em inglês) expediu um mandado de prisão contra Putin por seu suposto envolvimento no caso, acusação que a Rússia sempre negou.
 
O governo russo afirma que a invasão ocorreu para se proteger do avanço da Otan, mas o presidente Putin já indicou outro motivo: o desejo de restaurar a esfera de influência regional da Rússia.

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