TERCEIRA GUERRA MUNDIAL: OS ALERTAS QUE O MUNDO ESTÁ DANDO. CAP VI.


Segundo John Simpson Role, editor de assuntos internacionais da BBC News, as economias da União Européia são dez vezes maiores que as da Rússia, e ainda maior se for incluído o Reino Unido. A população européia combinada, de cerca de 450 milhões de pessoas, é mais de três vezes superior à da Rússia, estimada em 145 milhões. Ainda assim, a Europa Ocidental tem demonstrado receio de abrir mão de seus confortos e, até recentemente, mostrou-se relutante em arcar com os custos da própria defesa enquanto pudesse contar com a proteção americana.

 
Os EUA também mudaram: tornaram-se menos influentes, mais voltados para dentro e cada vez mais distintos do país que acompanhei ao longo de toda a minha carreira. Agora, de forma semelhante ao que ocorreu nas décadas de 1920 e 1930, o foco se voltou para os próprios interesses nacionais.
 
Mesmo que Trump perca parte significativa de sua força política nas eleições legislativas deste ano, ele pode ter deslocado o debate tão fortemente em direção ao isolacionismo que até um presidente americano mais alinhado à Otan em 2028 teria dificuldade para socorrer a Europa.
 
Não pense que Vladimir Putin não tenha percebido isso.
 
O risco de escalada
 
Este ano, 2026, tende a ser decisivo. Zelensky pode se ver obrigado a aceitar um acordo de paz que implique a perda de uma parte significativa do território ucraniano. A questão é saber se haverá garantias suficientemente sólidas para impedir que Putin volte a avançar dentro de alguns anos.
 
Para a Ucrânia e seus aliados europeus, que já sentem estar em guerra com a Rússia, essa é uma pergunta central. A Europa terá de assumir uma parcela muito maior do esforço para sustentar o país, mas, se os EUA resolverem virar as costas para a Ucrânia, como às vezes ameaçam fazer, o custo será colossal.
 
Sabemos que o presidente russo, Vladimir Putin, é um jogador. Um líder mais cauteloso teria evitado invadir a Ucrânia em fevereiro de 2022. Seus auxiliares fazem ameaças aterradoras de apagar o Reino Unido e outros países europeus do mapa com as novas e alardeadas armas russas, mas o próprio Putin costuma ser bem mais contido.
 
Enquanto os EUA seguirem como um membro ativo da Otan, o risco de uma resposta nuclear devastadora por parte americana ainda é alto demais. Ao menos por ora. Fato no momento adormecido pelo Conflito EUA, Israel, contra o Irã.

Comentários